sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O papel do coordenador pedagógico

    O coordenador pedagógico é fundamental no ambiente escolar, pois ele promove a integração dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, estabelecendo relações interpessoais de forma saudável. Ele tem um papel essencial na valorização da formação do professor, pois desenvolve certas habilidades capazes de lidar com as diferenças, tendo como objetivo ajudar efetivamente na construção de uma educação de qualidade.
      O coordenador pedagógico tem que ter consciência da responsabilidade e do papel que assume na instituição, por isso, deve estar em constante processo de formação e em parceria com o corpo docente, os pais, alunos e direção.
     Agindo dessa forma, ele estará promovendo um ambiente democrático e participativo em que a comunidade escolar terá liberdade para produzir conhecimento, a mudanças atitudinais, procedimentais e conceituais nos indivíduos.
     Compete a direção e a coordenação pedagógica apoiar e sustentar um espaço em que haja reflexão, investigação, negociação e tomada de decisão colaborativa entre todos os atores da escola, valorizando a formação de professores e a sua.
      O coordenador pedagógico tem, além, das funções pedagógicas, a tarefa de resolver os conflitos no espaço escolar, como os de ordem burocrática, disciplinar e organizacional. Ele deve dispor de métodos e ações que colaboram para o fortalecimento das relações entre a cultura e a escola. Para assumir esse cargo, é necessário estar preparado para enfrentar os problemas diários e atender aos pais, funcionários e professores com presteza e responsabilidade, incentivando a execução do projeto pedagógico e a participação de todos na construção do mesmo.
     O coordenador pode promover significativas mudanças, pois contribui de forma significativa para a formação e informação dos docentes. Ele torna o espaço escolar dinâmico e reflexivo, com isso, há uma maior superação de obstáculos, socialização de experiências e fortalecimento das relações interpessoais.
      Seu papel é  fundamental para a formação dos docentes envolvidos no processo educacional. Com as funções formadora, articuladora e transformadora desse profissional no ambiente escolar.

Resultado de imagem para charges gestão escolar
     O Coordenador Pedagógico coordena os debates e reuniões para a formulação do Projeto Político Pedagógico garantindo a participação de toda a comunidade escolar interessada.

Referencias:
1 - http://www.infoescola.com/educacao/coordenador-pedagogico/ 
2 - http://pt.slideshare.net/gestaoemfocoufal/charge


Integrantes do grupo:
Isabella Augusto Ribeiro 14212080316
 Pollyana Gomes de Souza 14212080464

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Dilemas da Rotina do Coordenador Pedagógico

Em entrevista realizada pela repórter Karla Freire para o programa Salto para o Futuro, Beatriz Gouveia formadora de coordenadores pedagógicos nos conta sobre os dilemas da rotina do Coordenador Pedagógico que tem um papel muito importante de transformar a escola em um espaço de formação permanente. Confira a entrevista para uma análise reflexiva.







Bruna Silverio Ribeiro (13212080137)
Fernanda Fernandes Cassemiro (13212080130)
Rozelí Pereira do Nascimento (13212080157)

Burnout: a prevenção ainda é a melhor aliada

Imagem disponível em: SPM


A PREVENÇÃO DA BURNOUT


Segundo dados de pesquisa feita com mais de 8 mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome. Por isso, resolvemos compartilhar essas dicas de como podemos nos prevenir para conseguir manter uma qualidade na saúde, como professor. Essas dicas, fazem parte da cartilha "Burnout em professores: identificação, tratamento e prevenção", elaborada pelo Psicanalista e Psicopedagogo, Chafic Jbeili, e é distribuída eletronicamente. O endereço para acessar a cartilha na íntegra, encontra-se no final da postagem.



  • Programe melhor as atividades do dia, deixando espaço para intervalos importantes: O acúmulo de afazeres diários gera estresse e aumenta as chances de falhas, comprometendo a qualidade dessas atividades, podendo afetar inclusive a auto-estima do profissional;
  • Diferenciar competência de competição: Procurar realizar as tarefas com zelo e profissionalismo é bem melhor do que tentar fazer melhor do que o outro fez. Comparar desempenhos ou estilos de trabalho entre colegas de trabalho só gera desavenças. Mantenha o foco nos resultados;
  •  Promover ou buscar qualidade nas relações interpessoais: A presença de um bom amigo ou a interação prazerosa com outras pessoas libera um hormônio chamado ocitocina, também conhecido popularmente como “hormônio da amizade”. A presença desse hormônio no organismo diminui a quantidade de um hormônio nocivo à saúde, o cortisol, também conhecido como o “hormônio do estresse”. Além desse efeito benéfico da ocitocina, a qualidade nas relações interpessoais aumenta a rede de apoio da pessoa, proporcionando mais segurança no ambiente de trabalho.
  • Ainda vale a máxima: “Corpo são, mente sã”. Portanto, procure fazer algum tipo de atividade física dirigida. Faça yoga, Tai Chi Chuan, academia, caminhada, natação ou qualquer outra atividade fí- sica. Sabe-se que a atividade física regular libera hormônios essenciais para a saúde do corpo e da mente, entre eles a dopamina, um neurotransmissor que atua direto no sistema nervoso central, agindo como analgésico natural e precursor da sensação de bem-estar. Importante lembrar que o alcoolismo e a drogadição diminuem consideravelmente a ação da dopamina no organismo, fazendo com que a quantidade liberada pelo organismo não seja suficiente para que o usu- ário de álcool ou de drogas sinta os pequenos prazeres da vida, intensificando o vício.
  • Mudar estilo de vida: Repensar o espaço que o trabalho ocupa em sua vida, rever conceitos, hábitos alimentares e reorganizar o seu tempo e suas atividades, colocando harmonia entre as áreas chaves da vida.


Fonte: JBEILI, Chafic. Burnout em professores: identificação, tratamento e prevenção. Disponível em: http://www.sinpro-rio.org.br/download/cartilhas/burnout.pdf. Acesso em: 13/10/2016.



Bruna Silverio Ribeiro (13212080137)
Fernanda Fernandes Cassemiro (13212080130)
Rozelí Pereira do Nascimento (13212080157)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O QUE É SER PEDAGOGO ATUALMENTE? QUAIS AS SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO?

A questão: “O que é ser pedagogo?” sem dúvidas é algo importante para a compreensão da função do curso de Pedagogia e possibilita a percepção da identidade desse profissional. Para que possamos responder essa pergunta é de suma verificar o que seria essa identidade a qual nos referimos.


A identidade nada mais é que o conjunto de características que um indivíduo possui e que fará com que este será diferenciado dos outros. No caso de um curso é a própria estrutura e finalidade que dará essas características fundamentais para sua diferenciação em termos de formação.


Pegaremos então o que está escrito nas DCNs Pedagogia em seu artigo 2º:
“As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em curso de Educação Profissional na área de serviço apoio escolar, bem como em áreas nas quais sejam previstos os conhecimentos pedagógicos.”


Observando tal artigo chegamos à noção de que ser Pedagogo é ser um profissional que atuará em campos que exijam os conhecimentos pedagógicos, sejam eles espaços escolares ou não, visando o apoio e execução desses conhecimentos em diferentes atividades. O que difere a Pedagogia dos os outros cursos além da docência, temos a parte pedagógica como também forte aliado na compreensão dessa identidade, pois apesar das licenciaturas terem essa parte pedagógica, não tem essa relação frequente na formação.


“(...)o pedagogo é todo profissional que lida com a formação de sujeitos, seja em instituições de ensino, seja em outro lugar.” (LIBÂNEO, 2006, p.215)


Essa fala de Libâneo (2006) é bastante interessante nessa questão de definição de identidade, por que desconstrói a ideia do pedagogo somente como docente, mas sim como um profissional muito mais amplo em suas funções.


“A redução do trabalho pedagógico à docência não pode, portanto, constituir-se em algo imutável. Nem mesmo chega a ser uma questão de cunho epistemológico ou conceitual. As novas realidades estão exigindo um entendimento ampliado das práticas educativas e, por consequência, da pedagogia.” (LIBÂNEO E PIMENTA, 1999, p.250)


Através desse conceito de ampliação da visão da função do pedagogo, entende-se que há basicamente dois campos de atuação desse profissional: o pedagogo em espaços escolares e o pedagogo em espaço não escolares.

http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/56537

Participantes: 
Cintia da Silva Paulino do Espirito Santo 14112080141
Tania Maria Lima Pinto Rezende Antunes 14112080129
Maria de Fátima Cerqueira Cardoso 14112080151

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Entrevista com a nossa colega e também aluna do curso de pedagogia/ Cederj: Maria de Cássia Mendes.

Nossa colega Maria de Cássia Mendes foi Diretora de uma escola da rede estadual no município do Rio de Janeiro.
Nessa entrevista, ela nos fala sobre os desafios do Coordenador Pedagógico, com base nas suas observações enquanto gestora.

A entrevista foi dada às colegas Mônica Reis e Jaqueline Paiva no dia 29 de setembro, no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier.

Mônica e Jaqueline – Qual o maior desafio de ser Coordenador Pedagógico?
Maria de Cássia – Existe uma grande dificuldade em envolver a comunidade escolar no processo pedagógico. Os professores também que estão desmotivados. O Coordenador tem que ficar lidando com questões disciplinares dos alunos... são muitas demandas.

M/J – O salário compensa essas dificuldades?
MC- A gratificação não chega a R$ 1.000,00 (mil reais) mensais e o profissional deve trabalhar 40 horas por semana. Financeiramente não compensa.

M/J – O que faz o Coordenador Pedagógico?
MC – Na verdade, o Coordenador Pedagógico deveria trabalhar diretamente com o professor, olhando o planejamento, discutindo estratégias para melhorar as aulas, sugerindo atividades, mas acaba que a parte burocrática, como lançar notas no sistema acadêmico, cobrar planejamento, horário, verificar diários, entre outros, fica a seu cargo, pois há sempre carência de pessoal nas unidades. Além disso, o Coordenador atua junto aos alunos, atende os pais, enfim, acumulou os cargos de Supervisor e Orientador Pedagógico. 



Alunas: 
Jaqueline de Oliveira Paiva 14212080133
Maria de Cássia Mendes 14212080090
Mônica Azevedo Freitas dos Reis 14212080132

Entrevista com a professora Carmen Esperança César Trigo - IFRJ



Entrevista  sobre a Gestão pedagógica e seus desafios, com a Pedagoga da PROET – Pró-reitoria de extensão, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Carmen Esperança César Trigo.
“ Atuei como Orientadora Educacional, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, fazendo um trabalho na rede pública de ensino. A maior dificuldade encontrada  e que atrapalha  muito o bom andamento e o desenvolvimento dos alunos é a falta do envolvimento das famílias nas escolas, com os próprios filhos e, ainda agravada pelos problemas sociais e complexos.
São alunos desassistidos e que ainda hoje, fazem com que a escola acabe fazendo um papel além de suas possibilidades em prol da busca pelo sucesso desses alunos. Quando a família está mais próxima da escola, ela favorece muito a questão do desempenho escolar, haja vista que muitas vezes o maior problema é dificultado por falta do diálogo entre alunos, escolas e famílias.
A família deve estar neste espaço para que  a criança ou o adolescente tenha o direito de aprender, pois é neste envolvimento que ocorre as questões dos valores que devem ser passados para este aluno(a), primeiramente pela família e, depois sendo continuado pela escola, onde serão reforçados estes importantes  valores, visando a formação da   cidadania. Estes alunos acabam sentindo falta dessa” base”, pois vêm de famílias desassistidas pelo Estado e que por isso, não têm condições necessárias para dar o apoio que é tão necessário.”
Perguntei-lhe ainda sobre como ela via a questão da violência no contexto escolar comparando o tempo em que trabalhava como Orientadora e os dias atuais e ela respondeu-me que:
 “A escola não está diferente da sociedade, pois ela (a escola), é o recorte da sociedade que está passando por situações complexas, políticas e que interferem e muito nas relações das pessoas, da sociedade e consequentemente na escola também. Portanto, com este agravamento, hoje os resultados do ensino público é insatisfatório, fruto de uma série de problemas de infraestrutura que vai desde a falta de valorização do professor, até as dificuldades de políticas que nesse momento, estão ameaçadas em função da possibilidade  do não atendimento da população com menos condição de acesso a uma educação de qualidade. Atualmente, alguns desses direitos já conquistados, estão ameaçados de acabarem e com isso o agravamento é inevitável para estes alunos.”
Conversei com outros orientadores e gestores e todos foram unânimes em afirmar que quando o aluno tem a presença constante da família envolvida na vida acadêmica, este aluno consegue se destacar de maneira positiva e com sucesso na escola e isso diminuiu e até desagrava e muito a violência escolar.
Reproduzimos aqui a entrevista com a professora Carmen Esperança César Trigo, pois o vídeo que fizemos ficou com a qualidade comprometida.
Neuza Moraes – 14112080148                      Elisangela Inácio - 14112080155
Sandra M. Rodrigues – 14112080147