Entrevista
sobre a Gestão pedagógica e seus
desafios, com a Pedagoga da PROET – Pró-reitoria de extensão, do Instituto
Federal do Rio de Janeiro, Carmen Esperança César Trigo.
“
Atuei como Orientadora Educacional, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio,
fazendo um trabalho na rede pública de ensino. A maior dificuldade encontrada e que atrapalha muito o bom andamento e o desenvolvimento dos
alunos é a falta do envolvimento das famílias nas escolas, com os próprios
filhos e, ainda agravada pelos problemas sociais e complexos.
São
alunos desassistidos e que ainda hoje, fazem com que a escola acabe fazendo um
papel além de suas possibilidades em prol da busca pelo sucesso desses
alunos. Quando a família está mais próxima da escola, ela favorece muito a
questão do desempenho escolar, haja vista que muitas vezes o maior problema é dificultado
por falta do diálogo entre alunos, escolas e famílias.
A
família deve estar neste espaço para que
a criança ou o adolescente tenha o direito de aprender, pois é neste
envolvimento que ocorre as questões dos valores que devem ser passados para
este aluno(a), primeiramente pela família e, depois sendo continuado pela
escola, onde serão reforçados estes importantes valores, visando a formação da cidadania. Estes alunos acabam sentindo
falta dessa” base”, pois vêm de famílias desassistidas pelo Estado e que por
isso, não têm condições necessárias para dar o apoio que é tão necessário.”
Perguntei-lhe
ainda sobre como ela via a questão da violência no contexto escolar comparando
o tempo em que trabalhava como Orientadora e os dias atuais e ela respondeu-me
que:
“A escola não está diferente da sociedade,
pois ela (a escola), é o recorte da sociedade que está passando por situações
complexas, políticas e que interferem e muito nas relações das pessoas, da
sociedade e consequentemente na escola também. Portanto, com este agravamento,
hoje os resultados do ensino público é insatisfatório, fruto de uma série de
problemas de infraestrutura que vai desde a falta de valorização do professor,
até as dificuldades de políticas que nesse momento, estão ameaçadas em função
da possibilidade do não atendimento da
população com menos condição de acesso a uma educação de qualidade. Atualmente,
alguns desses direitos já conquistados, estão ameaçados de acabarem e com isso o
agravamento é inevitável para estes alunos.”
Conversei
com outros orientadores e gestores e todos foram unânimes em afirmar que quando
o aluno tem a presença constante da família envolvida na vida acadêmica, este aluno
consegue se destacar de maneira positiva e com sucesso na escola e isso diminuiu
e até desagrava e muito a violência escolar.
Reproduzimos aqui
a entrevista com a professora Carmen Esperança César Trigo, pois o vídeo que
fizemos ficou com a qualidade comprometida.
Neuza
Moraes – 14112080148 Elisangela Inácio - 14112080155
Sandra
M. Rodrigues – 14112080147
Através desse blog, tive a oportunidade de conversar com vários profissionais e ler várias entrevista postadas aqui, aprendendo e agregando assim valores para minha futura vida profissional.
ResponderExcluir