sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O papel do coordenador pedagógico

    O coordenador pedagógico é fundamental no ambiente escolar, pois ele promove a integração dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, estabelecendo relações interpessoais de forma saudável. Ele tem um papel essencial na valorização da formação do professor, pois desenvolve certas habilidades capazes de lidar com as diferenças, tendo como objetivo ajudar efetivamente na construção de uma educação de qualidade.
      O coordenador pedagógico tem que ter consciência da responsabilidade e do papel que assume na instituição, por isso, deve estar em constante processo de formação e em parceria com o corpo docente, os pais, alunos e direção.
     Agindo dessa forma, ele estará promovendo um ambiente democrático e participativo em que a comunidade escolar terá liberdade para produzir conhecimento, a mudanças atitudinais, procedimentais e conceituais nos indivíduos.
     Compete a direção e a coordenação pedagógica apoiar e sustentar um espaço em que haja reflexão, investigação, negociação e tomada de decisão colaborativa entre todos os atores da escola, valorizando a formação de professores e a sua.
      O coordenador pedagógico tem, além, das funções pedagógicas, a tarefa de resolver os conflitos no espaço escolar, como os de ordem burocrática, disciplinar e organizacional. Ele deve dispor de métodos e ações que colaboram para o fortalecimento das relações entre a cultura e a escola. Para assumir esse cargo, é necessário estar preparado para enfrentar os problemas diários e atender aos pais, funcionários e professores com presteza e responsabilidade, incentivando a execução do projeto pedagógico e a participação de todos na construção do mesmo.
     O coordenador pode promover significativas mudanças, pois contribui de forma significativa para a formação e informação dos docentes. Ele torna o espaço escolar dinâmico e reflexivo, com isso, há uma maior superação de obstáculos, socialização de experiências e fortalecimento das relações interpessoais.
      Seu papel é  fundamental para a formação dos docentes envolvidos no processo educacional. Com as funções formadora, articuladora e transformadora desse profissional no ambiente escolar.

Resultado de imagem para charges gestão escolar
     O Coordenador Pedagógico coordena os debates e reuniões para a formulação do Projeto Político Pedagógico garantindo a participação de toda a comunidade escolar interessada.

Referencias:
1 - http://www.infoescola.com/educacao/coordenador-pedagogico/ 
2 - http://pt.slideshare.net/gestaoemfocoufal/charge


Integrantes do grupo:
Isabella Augusto Ribeiro 14212080316
 Pollyana Gomes de Souza 14212080464

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Dilemas da Rotina do Coordenador Pedagógico

Em entrevista realizada pela repórter Karla Freire para o programa Salto para o Futuro, Beatriz Gouveia formadora de coordenadores pedagógicos nos conta sobre os dilemas da rotina do Coordenador Pedagógico que tem um papel muito importante de transformar a escola em um espaço de formação permanente. Confira a entrevista para uma análise reflexiva.







Bruna Silverio Ribeiro (13212080137)
Fernanda Fernandes Cassemiro (13212080130)
Rozelí Pereira do Nascimento (13212080157)

Burnout: a prevenção ainda é a melhor aliada

Imagem disponível em: SPM


A PREVENÇÃO DA BURNOUT


Segundo dados de pesquisa feita com mais de 8 mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome. Por isso, resolvemos compartilhar essas dicas de como podemos nos prevenir para conseguir manter uma qualidade na saúde, como professor. Essas dicas, fazem parte da cartilha "Burnout em professores: identificação, tratamento e prevenção", elaborada pelo Psicanalista e Psicopedagogo, Chafic Jbeili, e é distribuída eletronicamente. O endereço para acessar a cartilha na íntegra, encontra-se no final da postagem.



  • Programe melhor as atividades do dia, deixando espaço para intervalos importantes: O acúmulo de afazeres diários gera estresse e aumenta as chances de falhas, comprometendo a qualidade dessas atividades, podendo afetar inclusive a auto-estima do profissional;
  • Diferenciar competência de competição: Procurar realizar as tarefas com zelo e profissionalismo é bem melhor do que tentar fazer melhor do que o outro fez. Comparar desempenhos ou estilos de trabalho entre colegas de trabalho só gera desavenças. Mantenha o foco nos resultados;
  •  Promover ou buscar qualidade nas relações interpessoais: A presença de um bom amigo ou a interação prazerosa com outras pessoas libera um hormônio chamado ocitocina, também conhecido popularmente como “hormônio da amizade”. A presença desse hormônio no organismo diminui a quantidade de um hormônio nocivo à saúde, o cortisol, também conhecido como o “hormônio do estresse”. Além desse efeito benéfico da ocitocina, a qualidade nas relações interpessoais aumenta a rede de apoio da pessoa, proporcionando mais segurança no ambiente de trabalho.
  • Ainda vale a máxima: “Corpo são, mente sã”. Portanto, procure fazer algum tipo de atividade física dirigida. Faça yoga, Tai Chi Chuan, academia, caminhada, natação ou qualquer outra atividade fí- sica. Sabe-se que a atividade física regular libera hormônios essenciais para a saúde do corpo e da mente, entre eles a dopamina, um neurotransmissor que atua direto no sistema nervoso central, agindo como analgésico natural e precursor da sensação de bem-estar. Importante lembrar que o alcoolismo e a drogadição diminuem consideravelmente a ação da dopamina no organismo, fazendo com que a quantidade liberada pelo organismo não seja suficiente para que o usu- ário de álcool ou de drogas sinta os pequenos prazeres da vida, intensificando o vício.
  • Mudar estilo de vida: Repensar o espaço que o trabalho ocupa em sua vida, rever conceitos, hábitos alimentares e reorganizar o seu tempo e suas atividades, colocando harmonia entre as áreas chaves da vida.


Fonte: JBEILI, Chafic. Burnout em professores: identificação, tratamento e prevenção. Disponível em: http://www.sinpro-rio.org.br/download/cartilhas/burnout.pdf. Acesso em: 13/10/2016.



Bruna Silverio Ribeiro (13212080137)
Fernanda Fernandes Cassemiro (13212080130)
Rozelí Pereira do Nascimento (13212080157)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O QUE É SER PEDAGOGO ATUALMENTE? QUAIS AS SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO?

A questão: “O que é ser pedagogo?” sem dúvidas é algo importante para a compreensão da função do curso de Pedagogia e possibilita a percepção da identidade desse profissional. Para que possamos responder essa pergunta é de suma verificar o que seria essa identidade a qual nos referimos.


A identidade nada mais é que o conjunto de características que um indivíduo possui e que fará com que este será diferenciado dos outros. No caso de um curso é a própria estrutura e finalidade que dará essas características fundamentais para sua diferenciação em termos de formação.


Pegaremos então o que está escrito nas DCNs Pedagogia em seu artigo 2º:
“As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em curso de Educação Profissional na área de serviço apoio escolar, bem como em áreas nas quais sejam previstos os conhecimentos pedagógicos.”


Observando tal artigo chegamos à noção de que ser Pedagogo é ser um profissional que atuará em campos que exijam os conhecimentos pedagógicos, sejam eles espaços escolares ou não, visando o apoio e execução desses conhecimentos em diferentes atividades. O que difere a Pedagogia dos os outros cursos além da docência, temos a parte pedagógica como também forte aliado na compreensão dessa identidade, pois apesar das licenciaturas terem essa parte pedagógica, não tem essa relação frequente na formação.


“(...)o pedagogo é todo profissional que lida com a formação de sujeitos, seja em instituições de ensino, seja em outro lugar.” (LIBÂNEO, 2006, p.215)


Essa fala de Libâneo (2006) é bastante interessante nessa questão de definição de identidade, por que desconstrói a ideia do pedagogo somente como docente, mas sim como um profissional muito mais amplo em suas funções.


“A redução do trabalho pedagógico à docência não pode, portanto, constituir-se em algo imutável. Nem mesmo chega a ser uma questão de cunho epistemológico ou conceitual. As novas realidades estão exigindo um entendimento ampliado das práticas educativas e, por consequência, da pedagogia.” (LIBÂNEO E PIMENTA, 1999, p.250)


Através desse conceito de ampliação da visão da função do pedagogo, entende-se que há basicamente dois campos de atuação desse profissional: o pedagogo em espaços escolares e o pedagogo em espaço não escolares.

http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/56537

Participantes: 
Cintia da Silva Paulino do Espirito Santo 14112080141
Tania Maria Lima Pinto Rezende Antunes 14112080129
Maria de Fátima Cerqueira Cardoso 14112080151

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Entrevista com a nossa colega e também aluna do curso de pedagogia/ Cederj: Maria de Cássia Mendes.

Nossa colega Maria de Cássia Mendes foi Diretora de uma escola da rede estadual no município do Rio de Janeiro.
Nessa entrevista, ela nos fala sobre os desafios do Coordenador Pedagógico, com base nas suas observações enquanto gestora.

A entrevista foi dada às colegas Mônica Reis e Jaqueline Paiva no dia 29 de setembro, no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier.

Mônica e Jaqueline – Qual o maior desafio de ser Coordenador Pedagógico?
Maria de Cássia – Existe uma grande dificuldade em envolver a comunidade escolar no processo pedagógico. Os professores também que estão desmotivados. O Coordenador tem que ficar lidando com questões disciplinares dos alunos... são muitas demandas.

M/J – O salário compensa essas dificuldades?
MC- A gratificação não chega a R$ 1.000,00 (mil reais) mensais e o profissional deve trabalhar 40 horas por semana. Financeiramente não compensa.

M/J – O que faz o Coordenador Pedagógico?
MC – Na verdade, o Coordenador Pedagógico deveria trabalhar diretamente com o professor, olhando o planejamento, discutindo estratégias para melhorar as aulas, sugerindo atividades, mas acaba que a parte burocrática, como lançar notas no sistema acadêmico, cobrar planejamento, horário, verificar diários, entre outros, fica a seu cargo, pois há sempre carência de pessoal nas unidades. Além disso, o Coordenador atua junto aos alunos, atende os pais, enfim, acumulou os cargos de Supervisor e Orientador Pedagógico. 



Alunas: 
Jaqueline de Oliveira Paiva 14212080133
Maria de Cássia Mendes 14212080090
Mônica Azevedo Freitas dos Reis 14212080132

Entrevista com a professora Carmen Esperança César Trigo - IFRJ



Entrevista  sobre a Gestão pedagógica e seus desafios, com a Pedagoga da PROET – Pró-reitoria de extensão, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Carmen Esperança César Trigo.
“ Atuei como Orientadora Educacional, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, fazendo um trabalho na rede pública de ensino. A maior dificuldade encontrada  e que atrapalha  muito o bom andamento e o desenvolvimento dos alunos é a falta do envolvimento das famílias nas escolas, com os próprios filhos e, ainda agravada pelos problemas sociais e complexos.
São alunos desassistidos e que ainda hoje, fazem com que a escola acabe fazendo um papel além de suas possibilidades em prol da busca pelo sucesso desses alunos. Quando a família está mais próxima da escola, ela favorece muito a questão do desempenho escolar, haja vista que muitas vezes o maior problema é dificultado por falta do diálogo entre alunos, escolas e famílias.
A família deve estar neste espaço para que  a criança ou o adolescente tenha o direito de aprender, pois é neste envolvimento que ocorre as questões dos valores que devem ser passados para este aluno(a), primeiramente pela família e, depois sendo continuado pela escola, onde serão reforçados estes importantes  valores, visando a formação da   cidadania. Estes alunos acabam sentindo falta dessa” base”, pois vêm de famílias desassistidas pelo Estado e que por isso, não têm condições necessárias para dar o apoio que é tão necessário.”
Perguntei-lhe ainda sobre como ela via a questão da violência no contexto escolar comparando o tempo em que trabalhava como Orientadora e os dias atuais e ela respondeu-me que:
 “A escola não está diferente da sociedade, pois ela (a escola), é o recorte da sociedade que está passando por situações complexas, políticas e que interferem e muito nas relações das pessoas, da sociedade e consequentemente na escola também. Portanto, com este agravamento, hoje os resultados do ensino público é insatisfatório, fruto de uma série de problemas de infraestrutura que vai desde a falta de valorização do professor, até as dificuldades de políticas que nesse momento, estão ameaçadas em função da possibilidade  do não atendimento da população com menos condição de acesso a uma educação de qualidade. Atualmente, alguns desses direitos já conquistados, estão ameaçados de acabarem e com isso o agravamento é inevitável para estes alunos.”
Conversei com outros orientadores e gestores e todos foram unânimes em afirmar que quando o aluno tem a presença constante da família envolvida na vida acadêmica, este aluno consegue se destacar de maneira positiva e com sucesso na escola e isso diminuiu e até desagrava e muito a violência escolar.
Reproduzimos aqui a entrevista com a professora Carmen Esperança César Trigo, pois o vídeo que fizemos ficou com a qualidade comprometida.
Neuza Moraes – 14112080148                      Elisangela Inácio - 14112080155
Sandra M. Rodrigues – 14112080147  

domingo, 9 de outubro de 2016

Síndrome de Burnout
A doença acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.

Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. 





Fonte: YouTube
portaldoprofessor.mec.gov.

Participantes: Cintia da Silva Paulino do Espirito Santo 14112080141
Tania Maria Lima Pinto Rezende Antunes 14112080129
Fátima Cerqueira Cardoso 14112080151

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Entrevista com o Professor Sobral do IFRJ

Neste video o professor Sobral relata parte da sua opiniao e experiencia como Pedagogo, Gestor e Educador.
Neuza Moraes14112080148
Sandra Maria 14112080147
Elisangela Inacio 14112080155


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Gestão, desafios e conquistas





Nem só de problemas a gestão viverá, há momentos de conquistas!

Gostaríamos de mostrar um exemplo de gestão que mesmo com todos os desafios do cotidiano escolar, consegue realizar, harmonicamente, com todo corpo pedagógico e participação das famílias, mudanças significativas para um bom desempenho da escola. Através da efetivação dos problemas na clareza da comunicação e reuniões periódicas, a diretora Patrícia Gomes da Escola Municipal Haydea Vianna Fiuza de Castro conta que, mesmo a escola estando dentro de uma área com alto índice de violência, é a constante busca pelo aperfeiçoamento no processo de formação do conhecimento que impulsiona as ações da escola e que faz com que consigam atingir números elevados nas avaliações.


No link abaixo, está um vídeo produzido pela Multirio, que faz parte da série Ensinar e Aprender. Além dessa série, há muitas outras disponíveis no portal da empresa que dão suporte aos professores e gestores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.




Bruna Silverio Ribeiro (13212080137)
Fernanda Fernandes Cassemiro (13212080130)
Rozelí Pereira do Nascimento (13212080157)



Mas afinal, o que é assédio moral?

O assédio moral traduz-se por ações, gestos ou situações no ambiente de trabalho que humilham, desrespeitam, e constrangem o trabalhador, lesionando sua dignidade. Compromete o ambiente de trabalho, a evolução da carreira profissional do funcionário e pode provocar vários problemas de saúde ao assediado.

Toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se, sobretudo por comportamentos,
palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano á personalidade,
à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em
perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho
(HIRIGOYEN, 2001, p. 65).

O assédio moral, muitas vezes silencioso, mas com consequências desastrosas para a vítima e para a sociedade, está presente em todos os grupos sociais e é tão antigo quanto o próprio homem. Sua ação é tão crucial que atropela toda a ética e destrói direitos fundamentais da pessoa humana.

Vídeo explicativo sobre assédio moral no trabalho

Entendo organização por qualquer tipo de empreendimento humano destinado a cumprir uma finalidade, parece apropriado também reconhecer a escola como uma organização comprometida em ensinar.

Assédio moral nas unidades de ensino

O assédio moral pode ocorrer no meio das instituições de várias maneiras, tanto nas relações dos profissionais da instituições, diretores, professores ou funcionários, quanto na relação entre professores e alunos ou alunos e alunos.

Quando exercido por superiores autoritários, este tipo de assédio é também chamado de assédio vertical, devido à relação hierárquica estabelecida entre professores e alunos. Há dois tipos de assédio vertical: assédio descendente, que se caracteriza quando o assediador é o professor e a vítima é o aluno, e assédio ascendente, que se caracteriza quando o assediador é o aluno e a vítima é o professor.

Reportagem sobre assédio moral vertical descendente na escola

Como reagir diante do assédio moral?

Procurar ajuda dos colegas, dar visibilidade ao caso, denunciar junto aos órgãos responsáveis, CIPA, Ministério Público, Câmara Municipal, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Ong’s e etc. Buscar reparação e punição do assediador na justiça e buscar apoio junto a familiares e amigos, para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

Referências:

HIGOYEN, Marie-France. Assédio moral: a violência perversa do cotidiano. 5. ed. Rio de
Janeiro: Bertrand do Brasil, 2002.

GALLINDO, Lidia Pereira. Assédio moral nas instituições de ensino - bullying. Disponível em: <http://www.partes.com.br/assediomoral/assedionasinstituicoesdeensino.pdf>. Acesso em: 05 de out. de 2016.

FERNANDES, Ariana Rocha. O assédio moral nas organizações educacionais e o papel do gestor na solução de conflitos, 2011. Disponível em: <http://www.redemebox.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25027:o-assedio-moral-nas-organizacoes-educacionais-e-o-papel-do-gestor-na-solucao-de-conflit&catid=262:268&Itemid=21>. Acesso em: 05 de out. de 2016.

SILVA, Sidney Gonçalves da. Assédio Moral no Trabalho: Modalidades da Violência, 2011. Disponível em: <http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=2397>. Acesso em: 05 de out. de 2016.

NASCIMENTO, Ana Maria Oliveira do; SILVA, Silvana Patrícia dos Santos. Assédio moral X clima organizacional: impacto na produtividade organizacional, 2012. Disponível em: <http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:http://revistas.pucsp.br/index.php/rad/article/download/10183/7648&gws_rd=cr&ei=Qf70V_avG5CvwgS5iJnQCw>. Acesso em: 05 de out. de 2016.


Aurea Cristina Souto Franco - Matrícula: 14212080138
Fernanda Monteiro Gama - Matrícula: 14212080091
Jessica Ribeiro Barbosa - Matrícula: 14212080397

Elisangela Inácio 14112080155
Neuza Moraes 14112080148
Sandra M Rodrigues 14112080147

ASSÉDIO MORAL NA ESCOLA

O assédio moral traduz-se por ações e situações no ambiente de trabalho que humilham, desrespeitam e constrangem o trabalhador. . O assédio moral, assim como os baixos salários, as precárias condições de trabalho, o autoritarismo e outras mazelas que vivemos nas escolas públicas, sejam elas de qualquer rede, somam-se para tornar nosso trabalho um fardo difícil de ser levado. Isso termina por nos causar sérios problemas de saúde. Inclusive temos a SÍNDROME DE BURNOUT, como doença própria da categoria. COMO SE DÁ A HUMILHAÇÃO NO TRABALHO?

Ela se dá de forma: VERTICAL - relações autoritárias, desumanas e aéticas onde predominam os desmandos, a manipulação do medo, a competitividade, programas e projetos que estimulam a competitividade e a produtividade.

ASSÉDIO MORAL E SAÚDE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO O assédio moral constitui risco invisível, porém concreto, nas relações de trabalho e à saúde dos trabalhadores. Estes manifestam os sentimentos e emoções nas situações de assédio de várias formas. AS MULHERES, mais humilhadas, expressam sua indignação com choro, tristeza, ressentimento, mágoa e estranhamento de um ambiente que antes identificavam como seu. OS HOMENS sentem-se revoltados, manifestando, muitas vezes desejo de vingança. TODOS acabam vivenciando a depressão, palpitações, distúrbios de sono e digestivos, alteração da libido, e até tentativas de suicídio. Tudo isso é reflexo de um cotidiano de humilhações e sentimento de impotência frente aos desmandos que caracterizam as relações de trabalho. Assim, revela-se o adoecer de pessoas ao viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam.

O QUE DEVEMOS FAZER? Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser a próxima vítima e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor! Você pode procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instâncias como: médicos ou advogados do sindicato bem como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão dos direitos humanos e Conselho Regional de Medicina (resolução n 1.488/98 sobre saúde do trabalhador).



Elisangela Inácio 14112080155
Neuza Moraes 14112080148
Sandra M Rodrigues 14112080147

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Desafios e o papel do protagonismo pedagógico


  • Orientador Educacional: o mediador da escola


Elo entre educadores, pais e estudantes, esse profissional atua para administrar diferentes pontos de vista, antes tido como o responsável por encaminhar os estudantes considerados "problema" a psicólogos, o orientador educacional ganhou uma nova função, perdeu o antigo e pejorativo rótulo de delegado e hoje trabalha para intermediar os conflitos escolares e ajudar os professores a lidar com alunos com dificuldade de aprendizagem.

Alunos da Escola Municipal Miriam Alves - São Pedro da Aldeia em dinâmica com LIBRAS, professora Sara Wagner 

Regulamentado por decreto federal, o cargo é desempenhado por um pedagogo especializado (nas redes públicas, sua presença é obrigatória de acordo com leis municipais e estaduais). Enquanto o coordenador pedagógico garante o cumprimento do planejamento e dá suporte formativo aos educadores, ele faz a ponte entre estudantes, docentes e pais. Para ter sucesso, precisa construir uma relação de confiança que permita administrar os diferentes pontos de vista, ter a habilidade de negociar e prever ações. Do contrário, passa a se dedicar aos incêndios diários. "Garantir a integração dos atores educacionais e avaliar o processo evita a dispersão", explica Sônia Aidar, titular do posto na Escola Projeto Vida, em São Paulo. É também seu papel manter reuniões semanais com as classes para mapear problemas, dar suporte a crianças com questões de relacionamento e estabelecer uma parceria com as famílias, quando há a desconfiança de que a dificuldade esteja em casa. "Antes, o cargo tinha mais um enfoque clínico. A rotina era ser o responsável por encaminhar alunos a especialistas, como médicos, fonoaudiólogos etc.", explica Sônia. Recentemente, o orientador passou a atuar de forma a atender os estudantes levando em conta que eles estão inseridos em um contexto social, o que influencia o processo de aprendizagem. "Essa mudança tem a ver com a influência de teóricos construtivistas, como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygostky (1896-1934) e Henri Wallon (1879-1962), nos projetos pedagógicos das escolas, cada vez mais pautados pela psicologia do desenvolvimento - o estudo científico das mudanças de comportamento relacionadas à idade durante a vida de uma pessoa." Em algumas redes, como em Guarulhos, na Grande São Paulo, essa ajuda vem de fora. A organização não-governamental Lugar de Vida, por exemplo, foi contratada pela prefeitura para prestar o serviço de orientação. O programa foi pensado para que a equipe da escola tenha encontros quinzenais, de duas horas cada um, com o pessoal da entidade para falar sobre dificuldades diversas. As primeiras reuniões geralmente se iniciavam com um longo silêncio, mas
terminavam com os participantes contando experiências muitas vezes traumáticas. "Percebi logo que não se costuma falar sobre esses problemas. Os docentes têm dificuldade em compartilhá-los com seus pares e, com isso, acabam por não resolvê-los", conta Fernando Colli, psicanalista e coordenador da Lugar de Vida. Quando essa dinâmica está incorporada à unidade de ensino, o trabalho flui de forma mais contínua. Para mostrar como isso funciona, ouvimos três orientadores com perfis distintos. Todos foram convidados a narrar seu dia-a-dia em textos em primeira pessoa - você confere o resultado abaixo. Maria Eugênia de Toledo, da Escola Projeto Vida, fala sobre como é lidar diretamente com crianças e jovens. O relato de Lidnei Ventura, da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, em Florianópolis, é um bom exemplo da rotina de quem trabalha lado a lado com os professores. E Suzana Moreira Pacheco, titular do posto na EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, conta como é ser o elo com a comunidade.


Convívio e parceria com os estudantes




"Meu nome é Maria Eugênia Toledo e, desde 2002, sou orientadora responsável por sete turmas do 6º e do 7º ano da Escola Projeto Vida, em São Paulo. A demanda de acompanhamento dos jovens é grande. O desafio é não descuidar do coletivo, ao mesmo tempo que desenvolvemos uma série de intervenções individuais. Recentemente, precisei sentar e conversar com um aluno que fez uma coisa errada. Os professores reclamavam que ele dava trabalho e provocava os colegas. Em nossa conversa, ele chorou muito e desabafou: ninguém enxergava suas qualidades. Eu disse: 'Você tem de mostrar seu lado bom. É sua meta. Combinado?' Ele respondeu que sim. Estávamos de acordo. Uma semana depois, a escola promoveu um passeio à exposiçãoDiálogos no Escuro (ambiente em que se simula o cotidiano dos deficientes visuais), na cidade de Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo. Esse estudante foi. Para minha surpresa, quando estávamos no escuro para conversar com os guias cegos, ele
fez as melhores perguntas. Queria saber se os guias eram vaidosos, como era o dia-a-dia deles etc. No fim do programa, um deles perguntou o nome do aluno e disse: 'Eu enxergo muitas coisas boas em você'. A reação do estudante foi incrível. Ele me disse, comovido: 'Puxa, o cara não enxerga, mas viu minhas qualidades'. Essas situações trazem um efeito positivo para toda a vida da pessoa. Para fazer parte do convívio dos estudantes, chego meia hora antes do início das aulas, às 7 da manhã. Acho que o orientador não pode atuar só em classe, por isso acompanho a circulação no pátio, nos intervalos e nas atividades de grupo fora de sala. Estou sempre circulando entre eles. Além disso, temos um encontro semanal com cada uma das turmas. Funciona como se fosse uma aula dentro da grade curricular, mas tem uma especificidade de temas. Por exemplo, do 6º ao 9º, eles passam pelo Projeto Vida e Saúde, no qual discutimos questões como alimentação, drogas, sexualidade, mídia e relação com o corpo. No 7º ano, trabalhamos a entrada na adolescência. Nesses encontros, elaboramos cartazes com três colunas (eu critico, eu solicito, eu quero discutir) em que os estudantes, de forma anônima, colocam os fatos - sempre os fatos. Então, conversamos sobre cada assunto por categoria (respeito entre eles, uso inadequado do espaço etc.). As soluções vêm do grupo. Todos pensam sobre como têm administrado os próprios conflitos. Incentivamos a formação de uma pessoa crítica, sempre em conjunto com o professor e a família."


Ponte entre a turma e os professores




"Sou Lidnei Ventura, orientador da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes. Aqui, na rede pública de Florianópolis, a portaria nº 6 de 2006 estabelece uma proporção entre os orientadores educacionais e o número de alunos por escola. Muitas vezes, como no meu caso atualmente, esses profissionais acumulam a função com a coordenação pedagógica.
Moderamos as relações na unidade de ensino, verificando problemas e buscando soluções conjuntas. Tudo isso sem perder de vista o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Por isso mesmo, nosso contato com os professores tem de ser muito próximo. Como temos 750 alunos na unidade, a demanda é bem grande. Recebo diversos tipos de situação, como casos de indisciplina, dificuldade de aprendizagem e baixa frequência. Às vezes, observo um descompasso entre o docente e a história das famílias. Nesses casos, cabe a mim fazer a ponte. No ano passado, por exemplo, os educadores vieram me avisar, preocupados, sobre um aluno que estava vivenciando a separação dos pais: 'Lidnei, ele parou de vir à escola'. Acontece. A criança fica perdida nessa hora. Não está pronta para passar por aquilo e pode até desistir dos estudos por causa disso. Eu e os professores nos juntamos para estimular o estudante a voltar para as aulas - afinal, estávamos perto do fim do ano escolar. Ligamos para os pais, pedindo que eles continuassem a trazê-lo. Conversamos individualmente com os amigos mais chegados ao rapaz para que eles pudessem de alguma forma ajudar. Queríamos, além de tudo, incentivar a solidariedade entre eles. O resultado foi incrível. Pouco a pouco, o aluno foi voltando à escola. Se não fossem os educadores atuantes, fazendo essa ponte com a orientação, perderíamos o jovem. E ele ficaria atrasado nos estudos. Toda essa interação com os professores é feita no dia-a-dia ou durante as reuniões pedagógicas trimestrais e de planejamento (mensais), quando discutimos também as temáticas que têm a ver com o cotidiano educacional na escola, sempre buscando ajudar o docente a encontrar o melhor caminho para o aluno. Do 1º ao 5º ano, o professor é quem passa para o orientador as informações sobre os alunos, já que é possível manter um contato mais individualizado com a turma. Do 6º ano em diante, existe uma dificuldade maior. Até o docente conseguir identificar os problemas de aprendizagem, leva tempo. Por isso, preciso ajudá-lo, contando a história de cada aluno, as dificuldades ou habilidades, quem é a família e quem devemos chamar à escola em caso de complicações. São dados que levanto em conversas que tenho com cada jovem em outros momentos. Outra questão é que acredito ser fundamental o contato dos professores com os pais. Nossa unidade não é uma ilha. É preciso discutir em conjunto o desenvolvimento das crianças. Com esse objetivo, programamos alguns eventos de interação - previstos para esse ano. Queremos chamá-los para alguns ciclos de palestras sobre as problemáticas da adolescência. É o nosso desafio em 2009: desenvolver projetos que tragam a comunidade para dentro do espaço da unidade de ensino de forma planejada e produtiva."
Os pais como aliados no ensino dos filhos

Foto: Tamires Kopp/Print Maker

"A EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, foi uma conquista da comunidade do Morro Alto - que se mobilizou pela construção da escola junto à prefeitura. Por isso, o entorno está muito presente em nosso dia-a-dia. Tudo isso representa uma satisfação para mim, Suzana Moreira Pacheco, orientadora da unidade. Como forma de perpetuar essa relação, sempre busco prestar apoio ao professor, ao estudante e à família. Junto aos pais, particularmente, promovo entrevistas e acolhimento de alunos que estejam chegando.

        Participamos ainda de fóruns ligados à proteção da criança e do adolescente e realizamos grupos de reflexão com a comunidade. Tenho muitos casos interessantes que mostram o sucesso do trabalho. Um deles é o de uma família bastante carente que chegou à comunidade. Eles viviam em situação muito precária, num ambiente de dois cômodos com cinco filhos, uma matriculada em nossa unidade. Além disso, a mãe, Lusia Flores Machado (que aparece comigo na foto), nem sempre se entendia com a gente. Em poucos dias, a aluna começou a faltar. Não pensei duas vezes: fui até a casa da família buscá-la. Às vezes, chegava e eles me diziam: 'Ela se atrasou hoje...' Eu respondia que não tinha importância. Esperava que eles a aprontassem e levava a menina para a aula, mesmo atrasada. Cansei de ir buscar essa aluna em sua residência. Depois, o problema virou o material escolar. Vira e mexe, ela chegava sem nada para anotar. O fato é que todas as pessoas da família utilizavam o caderno. Ela, com 7 anos, não conseguia se organizar naquele espaço. Cheguei a sugerir que ela guardasse as coisas em uma caixa. Aos poucos, consegui pontuar com a família a importância de cuidar do material. Ao mesmo tempo, acionei um trabalho em rede com outras instâncias, como o
posto de saúde e a assistência social.

      Consegui que a família participasse de um programa de auxílio do governo. Isso para que eles tivessem uma estrutura mínima para que as crianças pudessem frequentar a escola. Recentemente, essa mãe me procurou, avisando que tinha conseguido um trabalho e que não conseguiria mais levar um dos filhos, um aluno com deficiência, ao serviço da prefeitura para a educação inclusiva. Para ela, a prioridade era colocar dinheiro em casa, mas juntas encontramos uma alternativa, conciliando os dias da semana e os horários do serviço com o novo emprego. Nesse caso, ela fez tudo o que podia. Cabe ao orientador, dentro dos seus limites e com cuidado, ajudar a pessoa a enxergar a saída e acionar os recursos disponíveis."


BIBLIOGRAFIA Orientação Educacional e Intervenção Psicopedagógica, Isabel Solé, 260 págs., Ed. Artmed,


Eva Júlia
Sara Wagner
Wessington Brasilio