quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Considerando as condições sociais do universo escolar, que visa principalmente tornar a instituição um local onde se possa expressar as diferenças e para que todos se sintam incluídos, um dos grandes desafios pedagógicos atuais é tornar esses valores de tolerância e convivência elementos tangíveis a todos os agentes do processo. Professores, assim como alunos, carregam consigo, seus históricos pessoais e familiares que precisam ser considerados e compreendidos por quem está à frente do procedimento gestor. Essa compreensão inicial, permitirá encontrar uma linha de abordagem na medida em que possíveis dificuldades sejam apresentadas dentro dessa relação. Fatores como episódios de violência ou intolerância, seja ela racial ou de gênero, estarão melhor resolvidas em um contexto que abranja esses princípios. A administração de pessoas é o maior desafio para o gestor nos dias atuais, porque atende a um universo de pluralidades, que vão desde a percepção educacional de cada professor, e também ao histórico social de cada comunidade, e para isso é preciso que seus horizontes estejam além de soberanos conceitos acadêmicos.

A profª Drª Silvana Bezerra aponta características essenciais para um bom pedagogo e ressalta a importância desse profissional na sociedade.





O GESTOR COMO LIDERANÇA ESCOLAR     


Davis e Newstrom (1992, p.150) define liderança como:     [...] o processo de encorajar os outros a trabalharem entusiasticamente na direção dos objetivos é o fator humano que ajuda um grupo a identificar para onde ele esta indo e assim a motivar- se em direção ao objetivo. Sem liderança uma organização seria somente uma confusão de pessoal e maquinas que uma orquestra sem maestro seria somente músicos e instrumentos.A orquestra e todas as outras organizações requerem liderança para desenvolver ao máximo seus preciosos ativos.   


As características do gestor, nos dias atuais, não estão agregadas apenas nos traços pessoais, mas naquelas características que são aprimoradas no decorrer do cotidiano, das ações que são enfrentadas, das dificuldades que são superadas. Esses e tantos outros aspectos transformam, modificam o modo de trabalho do gestor como líder. “Quando se tem um gestor líder com postura positiva em suas ações, isso normalmente contagia a equipe que se torna motivada, sem medo de mudanças, desafios. O gestor dessa maneira, propícia a busca da satisfação pessoal pelo profissional que ali atua.” (SILVA, 2009, p. 74).   

Uma liderança com postura negativa acaba por reprimir a equipe, inibindo a participação e o envolvimento da mesma para as ações a serem atingidos, revelando, geralmente um líder autoritário, que amedronta sua equipe na busca de resultados.   

Para Davis e Newstrom (1992, p. 97), “um líder exerce um estilo que pode ser caracterizado como: autocrático, participativo e rédeas soltas, dessa maneira um líder usufruem de todos os estilos, mas apenas um passa a ser dominante.”   

Líder autocrático é aquele que assume para si toda a responsabilidade e a autoridade, normalmente é negativo e se baseia em ameaças e punições, é o tipo de liderança ditatorial, onde o ato de liderar está centralizado exclusivamente na pessoa do líder. O cuidado e as considerações para com os sentimentos das pessoas subalternas não existem, exige a máxima produção de cada indivíduo isoladamente, sem nenhuma atenção para com as vantagens que poderia resultar com um trabalho em grupo bem organizado. 
               
Líder participativo é aquele que informa seus liderados sobre as condições do trabalho que os fazem sentir – se encorajados e expressar as próprias ideias. Líderes rédeas soltas é aquele que evita o poder a responsabilidade, são os membros da equipe que treinam a si mesmo e promovem suas próprias motivações. (SILVA, 2009, p.72). 
 

Day (2001) descreve três naturezas de liderança: normativa-instrumental, facilitadora e emancipadora.   

Na liderança normativa-instrumental, “os diretores dos estabelecimentos de ensino trabalham “através” dos professores para articular as suas (dos diretores) visões, metas e expectativas, de modo a influenciá-los a “comprarem” o seu programa de trabalho.” (DAY, 2001, p. 136).   

Ainda Segundo Day (2001, p. 136-137), na liderança facilitadora:   [...] os diretores empregaram estratégias pautadas nas relações de confiança, no desenvolvimento e organização partilhada no trabalho, no encorajamento a participação individual, na implantação de projetos inovadores, no apoio do desenvolvimento profissional e da equipe e no suporte as iniciativas na direção de solução de problemas. A liderança emancipadora sustenta-se em três importantes princípios: participação, equidade e justiça social. O desafio desse tipo de liderança é de ir da prática da facilitação, empreendendo esforços no sentido da distribuição do poder para constituição de um contexto de trabalho como uma comunidade justa e democrática.    


Fonte:
http://www.portaleduka.com.br/materia/gestao_escolar/administracao_escolar/o-papel-do-gestor-escolar-no-contexto-atual


Paulo Sergio de Almeida Matrícula: 14112080139
Cláudio de Araújo Santana  Matrícula: 14112080146
Luciene da Silva Costa Matrícula: 14112080136

3 comentários:

  1. Caríssimos Paulo Sergio, Claudio e Luciene, gostamos muito das colocações da Profª Drª Silvana sobre o pedagogo, no vídeo. Realmente é uma formação de extrema importância e muitas vezes os próprios não se dão o real valor. Concordamos que o pedagogo deve estar em constante processo de capacitação e estudo para que esteja interado e preparado diante das inúmeras situações a que é exposto cotidianamente
    Sandra Maria R.daS.Correia - 141120801-47
    Elisangela Inacio - 141120801-55
    Neuza Moraes - 141120801-48

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  2. É isso mesmo. Infelizmente alguns profissionais se prendem a questões técnicas de pouca relevância e perdem o foco do que realmente tem valor na Educação.
    Luciene da Silva Costa
    14112080136

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